Está rolando na Oi Futuro, no Flamengo, a exposição “FILE Games Rio 2011 – Eu quero jogar”, uma iniciativa que visa cobrir as novidades do aspecto interativo utilizado nos games de então, novas mecânicas, design e arte em geral.

O evento, voltado para a arte em design na criação de games e suas novas possibilidades de interação e inovação, traz consigo uma mostra muito interessante, que tem tudo para crescer já que novas concepções na área de games são aspectos cada vez mais vistos e presentes na produção atual.

A exposição conta com diversos jogos para plataformas PC, iPad, PS3, Xbox 360 e interações eletrônico-performáticas, contando com video-instalações nas mais diversas formas de interação atualmente desenvolvidas.

O trabalho dos mais renomados artistas e outros novos é exposto neste evento, e, além de consagradas franquias já estabelecidas como Bit Trip Beat (WiiWare, PC, Ma,IP), Flower (PS3) e Limbo (Xbox 360), são mostrados outros trabalhos também muito interessantes, porém menos conhecidos, como o inclusor Record Typing – jogo baseado nos discos de DJs, em que você deve conduzir uma esfera por entre os caminhos de um rolo, que sobe uma montanha sob diversos cenários. Uma música é acompanhada ao fundo, fazendo todo o sentido, e você deverá rodar o “disco” com o mesmo círculo (botão) do mouse, para conseguir levar a esfera até o final. Outro jogo bastante interessante é o Fireflyers, em que o objetivo é pegar o máximo de vaga-lumes em um campo e colocá-los em seu pote.

É interessante notar que muitos dos games desenvolvidos se inspiraram em concepções gráficas do console Atari para promoverem suas “novas” ideologias, como em Nidhog, jogo premiado pela nova excelência em Design na GDC 2011, do artista americano Mark Essen. Neste jogo, 2 jogadores, nos moldes de um Pitfall, caminham e batalham pelas mais variadas construções por dentro das mandíbulas de um ancião que voa.

Outro trabalho inspirado que utiliza o controle clássico do Atari é o EdgeBomber. Aqui você guia um fantasma exterminador na resolução de alguns enigmas, além de usar fitas, tesouras e adesivos reais para construção de novos playgrounds.

O Brasil também não fica de fora, e o trabalho de Fabiano Onça e Colmeia se destaca pelos seus jogos interativos – um dentre o mais espaçosos da exposição. Em Tantalus Quest você é uma mancha, captada por câmeras no teto, e seu objetivo é mudar de posição de acordo com a forma geométrica apresentada no telão. Ganha o jogador que primeiro realizar a forma exata. Outro de seus trabalhos se concentra em uma nave que deve ser guiada por 2 jogadores, cada um se utilizando do som, para levá-la ao lugar seguro.

Em meio à investidas movimentais o Kinect também estava presente com seu jogo chamado Recurse, cujo foco está no movimento dos jogadores por sobre um espelho. O bacana é que ao final são mostrados os melhores rankings dos jogadores visitantes do evento. Desafiador e muito interessante.

Há também um espaço de mostra de animações logo na entrada, em que é possível assistir um pouco da produção que envolve muitos Pixels e CGs em curtas internacionalmente premiados. Vale a pena conferir alguma das animações, como Pixels e 8bit WaterSlide.

A mostra vai até o dia 8 deste mês e é promessa de continuidade devido ao sucesso e à indústria de games e em geral, que cada vez mais caminha para este universo de novas possibilidades e interações.

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Leonardo Marinho é apaixonado por games, viciado em tecnologia e apreciador de todas as formas de entretenimento. Quando possível ele tenta ser gamer, manter o Deu Tilt atualizado e levar uma vida normal. Sua consciência ainda não foi afetada pelas intempéries do tempo e ele aproveita essa façanha para redigir textos coerentes para o Deu Tilt. Ele faz o que pode…

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