Todo produto passa por um teste. Carros sacrificam a “vida” daqueles humildes bonecos em simulações de batidas, pessoas morrem cospem comidas que não gostam e os famosos ratos de laboratório testam experiências que, espero eu, sejam boas para a humanidade. No caso dos jogos, o testador é tão importante quanto. Se você alguma vez não pulou a tela de créditos de um jogo, já viu o número IMENSO de pessoas que dedicaram seu tempo para ver se aquele jogo era bom ou se tinha algum erro.

E cada vez mais, eles ganham mais importância. Fazendo uma metáfora incrivelmente bizarra, é como se uma mulher grávida não alimentasse seu bebê com nutrientes necessários para o crescimento saudável. O bebê é o jogo e os nutrientes incluem testadores! Algumas empresas utilizam eles o mais cedo possível. Tem algum protótipo, chama eles. E aí começa aquela incrível tentação de tentar ajudá-lo, o que não deve ser feito. Nenhum desenvolvedor vai estar junto do jogador na hora em que o título for lançado publicamente. Bom, desconsiderando possíveis paranoicos.

Alguns se perguntam se ser testador é um trabalho divertido. Como todos nós sabemos, é algo subjetivo. Gosto é igual a [censurado], cada um tem o seu. Mas digo que, nesta função, você deve testar o mesmo nível inúmeras vezes e de formas diferentes, fazer anotações para os desenvolvedores, passar para outro nível e repetir o processo. Então, se gostaria de assumir essa função, fique de olho nos estúdios (inclusive brasileiros!) que precisam de um! Quem sabe você não está na mesma cidade de uma produtora? Ou talvez isso pode ser feito online? É um excelente começo de carreira na área de desenvolvimento na indústria de jogos! Não participa da produção em si, é verdade, mas já cria contatos e possíveis chefes olham a sua disciplina. O lado bom é que você vai ser um dos responsáveis por criar um possível novo produto de qualidade que vai trazer mais alegria para a vida das pessoas.

E claro, seu nome aparece nos créditos. Se ninguém pular.

Game Designer da Give me Five