O Haiti, um dos países mais pobres do planeta, foi vítima na terça-feira (12) de um desastre natural que destruiu casas e edifícios, causou um número estimado de 200 mil mortos (dentre eles brasileiros) e ceifou a esperança de boa parte de sua população.

O terremoto ocorreu na terça-feira (12) por volta de 17h (20h no horário de Brasília) e seu epicentro foi a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Segundo especialistas, o que potencializou a destruição foi o fato de seu epicentro ter sido muito próximo a superfície (10 quilômetros aproximadamente). Prédios, lojas, casas e hotéis desabaram, fazendo com que o povo fugisse para as ruas clamando por socorro.

O número de mortos ainda é um dado impreciso. O governo do Haiti estima 200 mil mortos, enquanto a Organização Pan-americana de Saúde afirma a morte de 100 mil pessoas. Seja como for, cerca de 70.000 mortos já foram enterrados como indigentes em valas comuns no Haiti.

Das vítimas, o governo brasileiro informou que 19 eram brasileiros – 17 militares, a médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns e o Chefe Adjunto Civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa. Nelson Jobim, ministro da defesa, afirma a existência de um terceiro civil, ainda não identificado. A informação não foi confirmada pelo governo.

A participação brasileira no território se dá por conta do Brasil liderar as tropas da missão de paz da ONU, a chamada Minustah, que conta com um contingente de 9.065 pessoas, das quais 7.031 são militares.

Países do mundo todo se sensibilizaram e já enviaram todo tipo de ajuda ao Haiti, incluindo equipamentos de reconhecimento e resgate, cães farejadores, barracas, médicos, água potável e equipes de telecomunicação.

A União Européia anunciou a doação de 122 milhões de euros ao Haiti, para serem utilizados na ajuda humanitária e outros 100 milhões para a reconstrução e reabilitação imediata e 200 milhões para reabilitação a médio e longo prazo.

Em seu programa de rádio “Café com o Presidente”, Lula fez um apelo aos países. “O mundo todo está sensibilizado. Agora, é preciso transformar essa sensibilidade em ajuda concreta, em dinheiro para que a gente possa reconstruir o Haiti. O Brasil já colocou US$ 15 milhões à disposição do Haiti e achamos que tem países que podem dar mais. O Banco Mundial já colocou US$ 100 milhões, também” afirma o Presidente.

O governo Haitiano decretou estado de emergência neste domingo e um luto nacional de 30 dias pelas milhares de vítimas. O país conta com uma história de lutas e massacres e além de lidar com a miséria de sua população agora também precisa reunir forças e lutar para sobreviver a mais essa catástrofe.

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Enquanto o mundo está mobilizado algumas pessoas aproveitam para cometer gafes e fazer comentários imbecis.

Uma dessas pessoas foi ninguém menos que o Cônsul do Haiti no Brasil, George Samuel Antoine, que, em entrevista ao Sbt, sem saber que o microfone estava ligado, fez comentários lastimáveis a respeito da tragédia.

Segundo o Cônsul “A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido…”. E ainda atribui a religião a causa do problema “Acho que de tanto mexer com macumba, sei lá o que é aquilo…”

Ultimamente esses microfones abertos vem sendo bem úteis para desmascarar quem realmente são algumas personalidades públicas, como o caso do honorável senhor, Boris Casoy, e seu comentário preconceituoso acerca dos garis.

Confira o vídeo abaixo e não economize palavras nos comentários.

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Leonardo Marinho é apaixonado por games, viciado em tecnologia e apreciador de todas as formas de entretenimento. Quando possível ele tenta ser gamer, manter o Deu Tilt atualizado e levar uma vida normal. Sua consciência ainda não foi afetada pelas intempéries do tempo e ele aproveita essa façanha para redigir textos coerentes para o Deu Tilt. Ele faz o que pode…

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