O que aconteceu com os jornais, revistas, e portais de notícia? Parece que todos os grandes meios de comunicação caíram na mesma armadilha e acabaram se tornando maçantes. Não sei quanto a você, leitor, mas eu já perdi completamente o tesão pela leitura desses veículos de imprensa.
Faço questão de comprar os jornais e acessar sites de notícia, afinal preciso me manter informado. O que acontece é que a história sempre se repete. A pilha de jornais só faz crescer ao lado da, igualmente grande, pilha de revistas. Os sites continuam lá, esperando para serem visitados. Com o tempo as notícias ficam velhas, ultrapassadas, e o jornal quando não vai para o xixi da cachorra é dado para os que necessitam – Nesse caso o aviário aqui da esquina, que usa os jornais para enrolar os ovos.
As notícias vêm sempre da mesma forma, os textos completamente impessoais e que em momento algum prendem a atenção do leitor e o fazem querer ir em frente e não parar de ler. Tenho a leve impressão de que os editores pensam que um bom texto é aquele que possui um tamanho colossal e escrito de maneira bem técnica. Uma chatice. Ler notícias hoje em dia não é mais interessante, é labutar.
Dizem que o mercado editorial vive uma crise. A internet tirou emprego de muita gente e fez as redações encolherem incrivelmente. Mas essa não é a única desculpa. O que acontece é que cada vez mais há jornalistas sem estilo e que não se preocupam em pôr seu coração no texto. Escrevem dezenas de matérias por ano, centenas de notícias por dia. Tornaram-se robôs que não sabem fazer nada a não se escrever. Essa sim é a verdadeira crise pela qual passa o mercado editorial. Os profissionais deixaram de ser jornalistas e tornaram-se máquinas.
Desestimulante para você, leitor, estressante para mim, apaixonado pelo jornalismo. Ver a imprensa chegar a esse ponto é demais para alguém que cresceu rodeado de revistas e jornais por toda a parte.
Não a toa os blogs começaram a surgir por toda a parte como uma forma alternativa de jornalismo ou como um grito desesperado de pessoas que querem ter sua opinião levada em conta. A imprensa precisa de pessoas assim. Ativos, que não se curvam simplesmente às notícias. Chega do jornalismo passivo e cheio de balelas.
Com isso torna-se fácil entender por que jornais e revistas perderam tanto espaço para a web. Não é que esta última dê um banho na concorrência. Digamos apenas que as notícias divulgadas pelos sites têm uma roupagem mais atrativa, misturando vídeo, sons e textos em um só lugar, fora a rapidez com que os fatos são cobertos. Mas nem por isso ela deixa de escapar da armadilha. Sofre, infelizmente, dos mesmos problemas. A incrível necessidade de se publicar notícias a todo o momento aliada a facilidade em fazê-lo gerou um problema. É fácil entrar em sites e não saber por onde começar a ler, ou então torcer o nariz para a assustadora quantidade de porcarias que fazem questão de publicar. É aquele velho pensamento de que estamos sendo bombardeados com tanta informação que fica difícil filtrar o que realmente presta e até mesmo absorver o que deveríamos. Informação demais também pode ser prejudicial.
Os veículos de imprensa deveriam tentar ser mais dinâmicos, publicar textos que abordem assuntos interessantes. Sair da mesmice e conquistar a atenção do leitor pelo conteúdo que abordam e pela maneira como este é apresentado.
Prender a atenção dos leitores está cada vez mais difícil já que eles estão se tornando cada dia mais exigentes. Escrever não é simplesmente agrupar uma série de palavras, formar frases e tentar dar sentido a elas. Há muito mais coisa envolvida no meio, como a inspiração, o gosto pela escrita e o mais importante: o talento. O segredo é informar sem perder o estilo.
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Com isso deixo aqui minha opinião. Agora você, leitor, deixe a sua também. Acha que os jornais e outros meios de informação estão realmente se tornando maçantes? Não deixe de comentar.
Agora vou indo porque ainda preciso terminar de ler aquela pilha de jornais acumulados…